Monday, November 30, 2009

Resiliência

Resiliência: mais que saber lidar com pressão, ela é renovação
Angelica Kernchen

Resiliência é um termo muito usado no mundo corporativo atual. A maioria dos profissionais que o citam, estão embasados na definição de que resiliência é um conceito oriundo da Física, que se refere à propriedade que alguns materiais possuem de acumular energia quando submetidos à extrema pressão, retornando, em seguida, ao seu estado original sem sofrer deformações. Porém, Eduardo Carmello, autor dos livros ‘Resiliência: a transformação como ferramenta para construir empresas de valor’ (Editora Gente 2008) e ‘Supere: a arte de lidar com as adversidades’ (Gente - 2004), nos convida a refletir um pouco mais no real sentido dessa palavra, que, aplicada ao ser humano, tem significado bem diferente.

“A maioria das pessoas transpõe o sentido material/físico do conceito para o ser humano. E resolvem dizer que um profissional resiliente é aquele que aguenta pressão, que suporta adversidades, que se conforma com a situação. Dizem que o profissional tem que ser igual à ponte, elástico, silicone e por aí vai. Mas essa é uma versão incompleta da resiliência, pois trata o ser humano como um objeto, como um efeito de uma circunstância”, diz ele.

Segundo Carmello, o correto é utilizar a versão mais completa e proativa da palavra, que provém de sua etimologia (do latim ‘Resilie’ ou ‘Resalie’). ‘Silie’ significa ‘saltar’, ‘impulsionar para’. Já o prefixo ‘re’ quer dizer ‘novamente’; é o ato renovar, de reunião, de reencontro. Nesse sentido, o ser resiliente é aquele que está saltando continuamente, se renovando continuamente, transformando continuamente. É um ser impulsionado por um propósito maior, proativo e que constrói realidades, totalmente diferente de um objeto, que é o efeito passivo de uma adversidade ou crise.

“No livro ‘Resiliência: a transformação como ferramenta para construir empresas de valor’, nós definimos a resiliência como a capacidade de uma empresa, um líder, uma equipe ou talento, promover as transformações necessárias para alcançar o seu propósito. Como benefício de sua atuação como resiliente, ele desfruta da capacidade de prever, projetar e antecipar cenários e situações, assim como exercer proatividade em vez de simplesmente reagir aos efeitos das circunstâncias. Ao fazer isso, sua imagem, reputação e valorização melhora consistentemente”, diz Carmello.

Como explica o palestrante Wanderley Pires, a civilização pós-industrial, em sua grande maioria, é constituída de homens e mulheres ansiosos, exauridos por tarefas sem fim, que vivem tensos, irritados e cada vez mais insatisfeitos com o seu estilo de vida carente de tempo e vazio de significado. A velocidade das mudanças do mundo moderno criou um ambiente de insegurança e instabilidade que exige de cada um de nós um estado permanente de alerta e tensão, além de um esforço contínuo para nos adaptarmos a essas novas condições. Ao longo do tempo, esse estilo de vida estressante compromete nossas defesas imunológicas, configurando-se como o principal responsável por uma significativa parcela dos problemas de saúde que afligem o mundo civilizado. “Existem fortes evidências de que a velocidade das mudanças continuará aumentando por mais algumas décadas, e como não haverá tempo suficiente para desenvolvermos mecanismos genéticos de invulnerabilidade ao estresse, a única alternativa para o sucesso é colocarmos os pensamentos conscientes a serviço do equilíbrio emocional e aprendermos a utilizar as experiências adversas para o nosso próprio desenvolvimento”, diz Wanderley.

Nessa realidade de mercado em que vivemos, ambos os profissionais acreditam que pessoas que crescem nas mudanças, que se projetam, que se antecipam às situações e que produzem com coerência estratégica para sua equipe e clientes serão cada vez mais buscados. “Esse é o profissional resiliente; ele é proativo, positivo, organizado, focado e flexível. Ele é e será cada vez mais um profissional desejado e valorizado pelo mercado”, diz Carmello.

Essa capacidade de nos renovar, de conseguir equilíbrio emocional para lidar com adversidades, ou seja, a capacidade de ser resiliente, conforme diz Wanderley, não é um traço de caráter hereditário, que a gente simplesmente possui ou não possui. Ela representa uma faceta proeminente da personalidade humana que engloba pensamentos, comportamentos e atitudes, podendo ser lapidada por qualquer pessoa. “Ela deveria ser incorporada ao conjunto das virtudes, como a coragem, a honestidade, a justiça, a humildade, a tolerância e tantas outras que, na definição de Aristóteles, são ‘qualidades adquiridas para a prática do bem’”, afirma ele.

Além da resiliência não ter caráter hereditário, ela também independe do círculo familiar e social do profissional. Segundo apontou Carmello, a terceira geração de profissionais que estuda resiliência consideram-na como um fenômeno dinâmico, multidimensional e mutável de forças que interagem em determinado contexto.

Nesse sentido, essas três principais forças são:

- Uma situação de muita exigência ou adversa (muito intensa, grande, complexa de lidar);

- As características, histórico e capacidade do sujeito de enfrentá-las;

- O apoio emocional, racional ou físico de um adulto (família, amigo, mentor, coaching, terapeuta), que ajuda o sujeito a analisar a situação de maneira realista, a se portar como um protagonista e construir competências para lidar e superar a situação na qual o ele se encontra.

Existem pessoas que suportam bem mudanças e pressões, aprendem durante esse processo de transformação, e saem dele com tranquilidade, sem grande desgaste emocional. Esses profissionais, no geral, são antenados ao mercado e detectam os sinais de oportunidades, mesmo em situações de adversidade ou mudança; cumprem o que prometem e são imensamente capazes de promover mudanças estratégicas antes que o mercado o solicite. “O resiliente não espera uma tragédia ou caos acontecer para depois tomar uma atitude. Ele antecipa-se às mudanças, promovendo as transformações necessárias para alcançar seus objetivos e missão”, explica Carmello.

Resiliência não é conformismo

“É preciso ter muito cuidado com o conceito de resiliência, pois muitas revistas e sites conhecem uma versão limitada de ser resiliente, que é algo como é aguentar a situação, suportar pressão, ser ‘saco de pancada’, se conformar ou até mesmo deixar submeter-se passivamente. Você não é elástico, ponte, silicone. Você é resiliente quando cresce nas mudanças, inova, se antecipa às situações e produz coerência estratégica para sua equipe e clientes. Sua influência como um ser resiliente precisa ter mais impacto proativo e orientado para o futuro. Devemos associar resiliência à capacidade de transformação. Nunca, jamais, ao conformismo”, diz Eduardo Carmello.

E para tanto, Carmello diz que num mundo do conhecimento e da inovação, cada segundo é uma oportunidade de transformação. Alvin Tofler disse que é possível gerar mais valor com uma idéia em 10 segundos do que com 10.000 horas numa linha de montagem. Nesse sentido, Carmello dá dicas para que um profissional seja sustentável em ambientes de alta performance, aproveitando todos os momentos possíveis de maneira a atuar em três grandes atividades:

1 - Produzir entregas de alto valor agregado; compreender profundamente as necessidades, desejos e problemas de seus clientes e empresa.

2 - Construir uma carreira coerente, com habilidade para aprimorar competências ligadas à estratégia e à perfeita execução de suas tarefas, lembrando que valor não está no que se faz, e sim em como o cliente percebe o que se faz. Eu vejo todo dia um profissional perder sua credibilidade por não entregar um projeto no prazo acordado, por não cumprir o que prometeu com a qualidade desejada ou perder talentos importantíssimos por não conseguir liderar com honestidade, justiça e meritocracia.

3 - Ser capaz de produzir transformações constantes no seu conhecimento, performance e modelo mental, a fim de poder manter-se atualizado e conectado com todas as mudanças de desejo e significado de seus diversos clientes.

Carmello finaliza dizendo que o trabalho de gerir uma carreira é árduo e, para tanto, a resiliência é altamente importante em momentos de pressão e mudança. Ela é mais um dos excelentes conceitos utilizados em gestão e que podem melhorar significativamente os resultados da empresa e da empregabilidade de um profissional que deseja ser sustentável.

Friday, October 16, 2009

Dor Tardia

Quem já não sentiu dor depois de fazer exercícios, principalmente quando se inicia uma atividade física? A dor é inevitável tanto para iniciantes como para atletas, mas o importante é saber até que ponto ela é considerada normal ou se está se tornando maléfica.

Se você é iniciante, se está sem praticar exercícios há muito tempo, qualquer atividade irá causar dores musculares no dia seguinte podendo se prolongar até mais dois dias. Isto porque o organismo precisa de um tempo para se adaptar a novos esforços.

No sistema muscular, irá ocorrer microrrupturas nos grupos musculares solicitados durante o exercício e acúmulo de ácido láctico, gerando no organismo um processo de defesa que leva a um processo inflamatório. Além da parte muscular, você também irá sentir novas adaptações em outros sistemas como o metabólico, o cardiovascular, etc.

Se você fizer o mesmo treino por um determinado período (em média de 2 a 3 meses) o seu organismo irá se adaptar a intensidade do exercício feito e esta dor irá desaparecer aos poucos.

Mas sempre que você fizer exercícios físicos ou atividades físicas diferentes ou aumentar a intensidade dos exercícios que já está fazendo ou ainda ficar um tempo sem fazer os exercícios e voltar aos mesmos proporcionando novos estímulos ao corpo, esta dor aparecerá.

Os treinos mais intensos darão maior probabilidade a que isto aconteça, por isso os atletas também aprendem a conviver com a dor e evitar lesões. Não é que seja preciso sentir dor para fazer exercícios, e que estes surtam efeito, aliás, se você sente dor durante o exercício é sinal de que está forçando além do que deve ou que já é hora de parar e diminuir o ritmo ou a intensidade do exercício.

Agora tudo depende do seu objetivo. Se você quer melhorar a sua performance, aumentar a massa muscular e melhorar o seu condicionamento cardiorespiratório deverá trabalhar com limites e treinos mais intensos podendo causar estas dores musculares nos dias seguintes ao exercício executado.

Se você treinou e sentiu dor no dia seguinte, procure treinar outros grupos musculares ou fazer atividades com menor intensidade para não piorar a situação. Por isso é muito importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios e conhecer exatamente o seu nível de condicionamento, trabalhando de forma adequada com a intensidade certa que possa lhe proporcionar melhora no rendimento sem causar lesões, respeitando o seu limite.

Fazer compressas de gelo, que é um processo antiinflamatório, pode ajudar a diminuir a inflamação nos músculos. Faça pelo menos 2x por dia por 10 minutos.

Respeite o período de repouso não treinando o mesmo grupo muscular em dias seguidos ou alternando atividades intensas com atividades moderadas em dias seguidos.

Se estiver com muita dor não treine. Descanse!
O descanso é tão importante quanto o treinamento!

Bons treinos!

Sunday, October 11, 2009

Bonitinho

Muito legal isso que achei no site da LesMills!

Monday, September 28, 2009

Benefícios do arroz integral

O arroz integral só apresenta vantagens em relação ao arroz branco. Enquanto o integral tem grãos intactos, preservando assim à película e o gérmen, onde se encontra a maior concentração de nutrientes; o arroz branco polido não tem a película, por conseqüência tem menor valor nutricional.

Eu indico o arroz integral na maioria das dietas pelo fato de ter uma maior concentração de nutrientes. A película tem uma maior concentração de fibras insolúveis que estimulam o sistema gastrointestinal e diminuem a fome. Além disso, contém grande quantidade de vitamina B1 que é praticamente ausente no arroz branco.


O consumo regular do arroz integral traz muitos benefícios. Diminui os problemas intestinais como a constipação; melhora o metabolismo da glicose nos diabéticos; protege o sistema nervoso, devido à vitamina B1; melhora o metabolismo da contração muscular, sendo excelente para todos, e especialmente para atletas. É isento de glúten, portanto celíacos podem consumir.

Aumentar a quantidade de fibras é uma boa dica para quem deseja emagrecer, pois as fibras demoram mais tempo para serem digeridas, assim prolongam a sensação de saciedade. Mas, ao se aumentar a quantidade de fibras, deve-se aumentar também a quantidade de água.

Porém, é importante ressaltar que a quantidade da porção do arroz integral deve ser a mesma. Apesar de ter um valor calórico um pouco maior, tem o índice glicêmico menor. Portanto, não há alteração calórica significativa na dieta. Por ser um carboidrato, desse modo um alimento energético, deve ser consumido em porções que condizem com a necessidade de cada pessoa.

por Doutor Maximo Asinelli (CRM-PR 13037)
Médico Nutrólogo

Saturday, September 26, 2009

Power Jump contra a celulite!























Saltos sob mini-trampolim equivalem a uma sessão intensa de drenagem linfática.


Comparado com as massagens corporais, Power Jump traz melhores resultados pela alta contração dos músculos inferiores, além de promover um altíssimo gasto calórico.
Exercícios que aliam drenagem linfática, resistência e movimentos de alta contração dos músculos das pernas. Este é o Power Jump, programa de ginástica da Body Systems, realizado com saltos sob mini-trampolins.

O Power Jump é considerado uma excelente drenagem linfática, pois traz melhores resultados do que os obtidos com as tradicionais massagens corporais. Isso porque a massagem, não provoca a contração voluntária dos músculos, ao contrário do exercício físico, que realiza uma contração gerada pelo próprio músculo em atividade.
A forma mais conhecida de incentivar a drenagem linfática é a massagem. Por meio da palpação, garante um sentido de compressão na musculatura que atinge os vasos linfáticos, fazendo com que seja gerada uma linha ascendente da linfa por meio dos vasos, o que diminui os índices e acúmulos desta excreção. Já durante os movimentos do Power Jump, os saltos no mini-trampolim geram uma grande contração dos músculos dos membros inferiores, gerando ao redor dos vasos linfáticos uma compressão capaz de provocar uma curva ascendente muito maior do direcionamento da linfa para a bexiga. Isto explica o desejo em urinar logo após a aula.

Como resultados comprovados da prática do Power Jump, o treinador Evandro Siqueira, destaca a desobstrução da corrente sanguínea, combate a edemas e auxílio aos gânglios na excreção das toxinas por meio dos órgãos responsáveis: rins, intestinos e glândulas. “A linfa é o resultado de um sistema de filtragem do sangue que ocorre nos gânglios, responsáveis pelo sistema de defesa natural e que produzem um líquido formado por proteínas e toxinas, expelidas do corpo por meio do sistema linfático. Este processo pode ser lento ou dificultado por fatores como maus hábitos alimentares, sedentarismo, stress e acúmulo de ácido láctico”, explica o treinador da Body Systems, Evandro Siqueira.

A aula é contra-indicada a gestantes, pessoas com labirintite e praticantes que apresentam grandes instabilidades nas articulações dos membros inferiores – tornozelos, joelhos e quadril.

Benefícios:

- Eliminação dos ácidos lácticos
- Desintoxicação dos tecidos
- Modelagem da gordura localizada
- Quebra de fibroses e celulite
- Potencialização e oxigenação da musculatura, favorecendo a hipertrofia (aumento de massa muscular)

Dê um salto de qualidade em sua vida!

Thursday, September 10, 2009

10 razões para começar a praticar RPM HOJE!



“Raw Power in Motion” (Roda Bruta em Movimento)

1. Você não precisa ser especialista, RPM é diversão em grupo
Um programa de ciclismo indoor tão completo quanto divertido. Você não precisa ser expert para pedalar o RPM e experimentar emoção, suor e ótimos resultados para seu corpo.

2. RPM é treinamento na bike, com a melhor música:
Um programa pré-coreografado com as melhores músicas e edições. A seleção mais motivante, desenhando as melhores estradas para você pedalar com vontade, até o final!

3. RPM cumpre seus objetivos:
Cada trilha do RPM é desenhada e pré-coreografada de acordo com uma edição musical que garante mantê-lo em cada degrau de intensidade proposto, no tempo adequado para que você possa alcançar os objetivos de cada trecho do percurso. Ao fazê-lo acompanhar esta trilha previamente testada, seu professor pode esquecer o relógio e preocupar-se exclusivamente com o seu desempenho. A música ajuda a te guiar.

4. RPM treina a capacidade aeróbica e a resistência anaeróbica
Os diferentes estímulos e as diferentes estradas que o RPM percorre trazem rápidas melhorias ao sistema cardio-respiratório. Tudo isso pode ser traduzido em um coração mais treinado e um corpo mais saudável e resistente.

5. RPM é para todos
Este programa é ideal para reunir alunos de diferentes condições físicas. Os professores de RPM estão preparados para oferecer opções e alternativas, fazendo da aula um momento de prazer e treinamento efetivo para todos.

6. RPM é um treinamento efetivo também para a proteção e manutenção da massa óssea corporal
Os estudos científicos sugerem que o treinamento intervalado de RPM é um método efetivo para o aumento da densidade óssea, prevenindo problemas de enfraquecimento dos ossos.

7. RPM é seguro
Avaliado pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte e outras organizações internacionais de saúde e exercício, o RPM é um programa sério, aceito e praticado com credibilidade em todo o mundo!

8. RPM melhora a qualidade de vida e o bem-estar geral
Ao incorporar o RPM, você se sentirá mais forte e cheio de vitalidade. Energia para teu corpo e maior rendimento para a sua vida.

9. RPM melhora sua assiduidade ao treinamento
RPM proporciona um contato social único, que se transforma em uma opção atraente diante da falta de disciplina e motivação. Exercitando-se dessa maneira, cria-se uma interação grupal que se transforma em uma experiência memorável, que gera fidelização.

10. RPM te ajuda a controlar o estresse
A prática regular do RPM ajuda a diminuir o estresse. Você se sentirá fortalecido ao final de cada aula e sentirá uma grande energia.

Não espere! Comece hoje mesmo!!!

Monday, September 07, 2009

A onda dos tênis funcionais

"Empresas lançam opções que prometem enrijecer músculos e ajudar a emagrecer"

Por Greice Rodrigues para a ISTO É : http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2078/artigo151116-1.htm

Uma nova geração de tênis começa a chegar ao mercado com um apelo irresistível: deixar músculos da panturrilha, glúteos e abdome mais enrijecidos e a coluna vertebral alinhada, melhorando a postura. Os produtos foram batizados pelos fabricantes de tênis funcionais. O título seria porque eles ofereceriam benefícios que vão além de sua finalidade, a de proteger os pés do atrito com o chão. O termo funcional já é usado pela indústria alimentícia para designar produtos que apresentam efeitos terapêuticos, como margarinas enriquecidas com substâncias que diminuem o colesterol ruim.

Um dos modelos é o Shape-ups, da marca americana Skechers. As empresas afirmam que o segredo do produto é o material da entressola - estrutura entre o solado e a palmilha. Por ser feita de uma borracha macia, faz com que o usuário tenha a sensação de caminhar descalço sobre a areia fofa. "Isso exige um esforço maior para executar os movimentos", diz Luis Alfredo Maia, diretor da marca no Brasil. O empenho fortaleceria os músculos e aumentaria o gasto calórico, ajudando a emagrecer.


O modelo Easytone, da Reebok, que chegará em novembro ao Brasil, tem o solado inspirado nas bolas dos exercícios de Pilates. "Para caminhar e se equilibrar, a pessoa precisa usar várias articulações dos pés e acionar mais músculos da panturrilha e dos glúteos", diz Dalton Martinelli, gerente de marketing da Reebok.

PISADA A versão da Nike pretende fortalecer os pés

O mercado de calçados funcionais é promissor. A expectativa é de que movimente este ano nos EUA mais de US$ 100 milhões, segundo a SportsOneSource, especializada no setor. De olho nesse filão, a Nike lançou o Nike Free. "A ideia é que ele fortaleça os pés ao acionar músculos normalmente não usados", explica Jeff Pisciotta, chefe do laboratório de pesquisa esportiva da Nike.

Apesar dos apelos dos fabricantes, os produtos ainda não convenceram os especialistas. "O conceito parece interessante", afirma Keila Fontana, da Universidade de Brasília. "Mas acho que esses modelos trarão, no início, mais desconforto do que benefício", diz. "É possível que causem dores nas costas, principalmente em quem não faz exercícios com regularidade", acredita. E também há o risco de queda. Por isso, não são recomendados para idosos

Novo Canal

Estou escrevendo matérias sobre Atividade Física para o site da Andréa Ferreira (www.andreaferreira.com.br) Confiram!